Dinheiro, celulares e um técnico em avião preso pela Operação Catrapo da PF em Olímpia
Tráfico internacional de drogas com peças e adulteração de aviões. Um técnico, de Olímpia, não foi encontrado na cidade, mas foi preso na capital

aSuperintendência da Polícia Federal em Cuiabá (MT) confirmou hoje (8) ao Diário que, em Olímpia, na madrugada de quarta-feira (6), houve a Operação Catrapo, confirmado já divulgado, com visita de agentes federais, resultando em quatro apreensões e uma prisão – o ‘alvo’ não estava em Olímpia, mas foi preso, preventivamente, na capital paulista, Rubens Botini, técnico em aeronaves. A PF confirmou o nome após o Diário citá-lo nos questionamentos.
Foram quatro apreensões (e não prisões, como circulam boatos) e uma prisão, que deveria ser em Olímpia, mas pelo alvo estar em São Paulo, foi lá que se concretizou. Nas apreensões feitas em Olímpia, R$ 5 mil em dinheiro e celulares.
Por ser crime internacional de drogas, as prisões da Operação Catrapo foram todas preventivamente, só se livram das grades por ‘habeas corpus’, ficando à disposição das investigações e da Justiça.
CATRAPO E ‘THE FALLEN’
A operação Catrapo tem como base a prisão de seu líder, o ex-major da Polícia Militar do Mato Grosso do Sul, Sérgio Roberto de Carvalho. Eles usavam aviões com prefixos adulterados para transportar cocaína com destino para a Europa e envolvendo Peru e Bolívia. Foram apreendidas drogas e R$ 40 milhões. Ao todo, foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão e 13 mandados de prisão preventiva, que foram aplicados em Mato Grosso, São Paulo (inclusive Olímpia), Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Amazonas, Rondônia e Tocantins.
“A quadrilha investigada trazia do exterior aviões e chegando ao território nacional, fazia a adulteração dos prefixos dessas aeronaves. Elas eram utilizadas para buscar droga na Bolívia e no Peru com destino principalmente à Europa”.
Em outra operação chamada “The Fallen“, o alvo era o contrabando de peças de avião que são utilizadas por traficantes no transporte da droga. Foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão e 6 de prisão preventiva nos Estados de Pernambuco, São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Bahia. Tudo começou com uma importação suspeita de peças de avião que chegaram em Recife.













